loamei: médio formato

Aproveitando que falamos sobre médio formato nessa semana;, tive uma idéia diferente pro loamei dessa sexta-feira: por que não ter como inspiração só lomografias feitas em 120 mm?

Resolvi, então, fazer uma compilação com lomógrafos aleatórios, mas que a gente pode muito bem reproduzir sem muito desespero.

Ah, clicando nas fotos, você pode ir até o LomoHome de cada lomógrafo, viu?

capture-20130301-222118 mephisto19Essas duas foram feitas com uma Holga e ambas com filme Kodak, mas de modelos diferentes: a primeira, com Aerochrome e a segunda com EPR.

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De novo, Holga e Holga. As duas foram feitas em redscale, e essa última é a primeira da sessão de múltiplas-exposições-amor <3

bcbarbosa atria007 gauthierdumondeExperiências muito legais nessas últimas: a primeira, foi feita com uma Lubitel; a segunda foi feita com um splitzer em processo cruzado com um Fujichrome Provia que, se não me falha a memória, é um filme redscale. E, gente, não sei vocês, mas sou apaixonada por lomografia arquitetônica. Essa é uma composição com splitzer e processo cruzado que eu realmente gostei muito; por fim, a idéia que eu mais gostei: feita também com uma Holga, essa (ao que me parece) tripla-exposição composta com o Lomography Earl Grey tem esse formato diferente porque foi usada uma máscara de 4×6. Linda, linda, linda <3

Para fechar, uma foto com a minha xodó Diana F+:

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Nem deu pra notar que eu gosto de retratos, né? (:

Vamos nos inspirar, galera?

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Olympus Trip 35 – parte 2

Lembra da minha saga com minha Olympus Trip 35?

Então, depois de mil meses, revelei o primeiro filme dela. Finalmente!

Porém, poucas fotos restaram (ainda bem que esse filme era de teste). O que aconteceu comigo pode acontecer com qualquer um, então vou dar a dica: gente, toda vez que estiver com uma câmera de 35mm e o filme acabar, rebobine até não poder mais. Comigo, aconteceu esse pequeno desastre que me custou quase o filme todo – de 24, restaram 8. Eu achei que tinha rebobinado todo o filme e, quando abri a tampa da câmera, o negativo ainda estava lá. Ou seja, velei todo o filme que não foi para dentro do rolo.

Velar, para quem ainda não sabe, é queimar.

Tirando essa tristeza e a falta de experiência com a Olympus Trip, só tenho duas coisas a dizer: MUITO AMOR! <3

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Essa foi a melhor foto que fiz das fotos que conseguiram ser reveladas. Agora, vamos reparar com calma os motivos por eu ter me apaixonado por meu marido pela OT35:

  1. A qualidade da imagem é maravilhosa. Como leiga, consigo até enxergar uma semelhança com a qualidade das imagens que as câmeras Pentax produzem;
  2. Percebam que a parte inferior da foto – a borda mesmo – fica avermelhada. É uma opinião totalmente parcial, mas eu AMO isso. Lembrando a vocês que minha Trip tem a opção A (automático), mas eu utilizei os números de abertura manuais. Fiquei com medinho pois o teste do A deu errado. Nessa foto aí, utilizei a abertura f/22;
  3. Todas as fotos da OT35 tem uma super tendência a avermelhar e estourar (pelo menos, foi o que percebi na primeira experiência). Então, nada de segurar o disparador muito tempo para o obturador receber mais luz porque não dá muito certo, como dá para perceber pela próxima foto:

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Me chamem de louca, mas adorei o quase redscale que essa foto produziu. Se não fosse um teste (fotografei carros na rua da janela do 13º andar) e se tivesse pensado antes o que fotografar de fato, teria sido um lindo efeito. Para fazer esta, usei a câmera um ponto antes da menor abertura possível (a menor é f/2.8 e eu usei em f/4), no modo paisagem (ou seja, na distância métrica infinita).

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Aqui, um amigo havia me dito “Mari, se você usar a abertura em f/8 no modo close, você vai conseguir aquele efeito de desfoque”. Bom, desfocou mesmo, mas não o que eu queria. Na verdade, queria a silhueta da minha gata em primeiro plano e o resto desfocado. Como diria o Kiko, não deu.

(mas fica a dica para quem quiser tentar)

06Essa acima não tem nada demais, nada de poético, nada muito bonito. Porém, olha que legal: a gata estava em movimento (louca, lambendo a tela que tem na janela) e a foto não saiu nem um tantinho tremida. A abertura não estava nem tão alta – f/8, e o modo era retrato de meio corpo. Isso aconteceu pois a velocidade recíproca à essa abertura é relativamente alta (1/60). Não sei, tecnicamente, se essa câmera possui a velocidade automaticamente recíproca à abertura, mas, se tiver, é isso que acontece.

Além de não borrar, nessa o fundo desfocou um pouquinho (olhem a paisagem através da janela) e o primeiro plano ficou muito bem marcado. Além, claro, do belo avermelhado característico.

02Já nessa, as pessoas se movimentavam e tudo ficou muito bem marcado, menos o que estava mais perto do mar. Isso acontece pois, quanto mais luz (maior abertura), maior vai ser a profundidade de campo da fotografia. Usei a abertura mais alta (f/22) combinada com o modo retrato de corpo inteiro. Essa foi uma foto qualquer, para teste mesmo.

Ah, esse filme tinha ISO 400 e era da Fuji, mas não me lembro exatamente qual… Acho que era o Superia. O mais comum, sabe? Na Olympus Trip 35, você também pode regular o ISO de cada foto além do ISO do filme, mas eu deixei a câmera sempre casadinha com o 400 do filme.

Outra coisa que eu achei super legal foi o visor (onde a gente põe o olho, o que uma galera chama de viewfinder) da câmera, que delimita exatamente o que vai sair na foto revelada.

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Pela qualidade das fotos, o próximo filme dela vai ser pb. Posto assim que revelar, prometo!

Eu já mostrei no outro post a cola que veio na caixinha do filme, mas vou descrever para vocês de novo porque é muito importante a relação de velocidade x abertura(luz).

  • Para noite em ambientes fechados, abertura de f/2 a f/2.8
  • Para noite em ambientes abertos, a mesma coisa
  • Para entardecer, de f/2.8 a f/4
  • Para dias nublados ou ambientes fechados de dia, f/8
  • Para luz natural em dias de sol, f/16
  • Para luz de sol forte, como na praia ou em alto mar, e/ou para neve, f/22

Claro, que você pode brincar com isso também e não seguir essas regras à risca para compor efeitos.

(sobre velocidade x abertura, escreverei um post mais adiante, tá? Para ninguém ficar perdido)

É isso, meu povo. Super recomendo a Olympus Trip 35!

O que é médio formato?

Assim que comecei a pesquisar mais sobre câmeras possíveis, ouvi muito falar em médio formato. Dois amigos meus fotógrafos, ao verem minha Diana pela primeira vez, perguntaram mega admirados se ela era uma câmera de médio formato. Eu dava um risinho amarelo sem graça e dizia que não entendia sobre isso.

Mas afinal, o que é médio formato?

Gente, é tão simples que vocês vão até rir. De alívio e de fácil mesmo. Primeiro, vou citar o livro Fotografia – Da Analógica à Digital e depois vou dar meu aval.

Como trabalham com filmes de formato 120mm, as câmeras de médio formato possibilitam maior grau de ampliação da imagem.(…)Podem ser monorreflex ou duplorreflex, esta última também conhecida como birreflex

Agora, respira fundo.

As câmeras de médio formato são chamadas assim pois são aquelas que usam o filme 120, que é o médio formato. São aqueles filmes que produzem aquelas fotos quadradinhas, como essa:

palácio do catete

O que o Nelson Martins (autor do livro da citação) chama de monorreflex é o que nós conhecemos por SLR. SLR significa Single Lens Reflex. Birreflex são aquelas que conhecemos por TLR – Twin Lens Reflex.

Exemplos famosos de SLRs de médio formato são a Diana F+, a Holga 120 e a Belair.

Exemplos de TLR – mais conhecidas como como “sonho de consumo” – são a Lubitel e a Rolleiflex

Gente, é só isso. Sim, pode acreditar. Agora que você já sabe o que é médio formato, em outro post explico pra vocês o pequeno formato (que é menor bicho de sete cabeças que o médio formato).

Espero ter ajudado vocês (:

loamei: Tafa

Apesar de atrasado, o loamei de hoje será com a lomógrafa mais simpática que já conheci. Ela vive participando de workshops na Lomography Gallery Store Rio, então você também deve conhecer essa moça rabiscada.

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Tafa sempre foi influenciada pela fotografia de seu pai, mas se apaixonou mesmo por fotografia depois que teve essa matéria na faculdade. Um de seus professores sempre falava de lomografia, o que despertou seu interesse (apesar de ainda não ter uma câmera analógica).

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Depois de algum tempo, resolveu resgatar uma antiga analógica dos fungos, comprou algumas lomos e foi aprendendo com os amigos… Deu nisso aí, fotos super criativas e poéticas. Hoje, Taci é uma viciada em câmeras, seja para lomografar, decorar ou fazer trocas com seus amigos.

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Os amores da Tafa são: duplas exposições, x-pros, pernas e pés, gatos, crânios, suas Yashica Eletro 35, Canon A-1, Sprocket Rocket, Super Sampler e Diana Mini.

Gostou? Dá uma chegada na Lomowall dela ;)

Arnaud Martin – parte 2

Lembra do último loamei? Então, era tanta coisa para  mostrar que precisei dividir em dois!

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Já que, da última vez, falei das filmagens analógicas do Arnaud Martin(estou apaixonada pela Lomokino, vocês devem ter percebido), hoje vou apresentar aqui as lomografias dele. Além disso, conversei online com o Arnaud e tenho histórias bem legais para contar para vocês.

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O primeiro contato do nosso cineasta com as filmagens analógicas foi no Festival de Cannes de 2011. O pessoal da Lomography França estava apresentando o protótipo da Lomokino (sim, antes mesmo da câmera se tornar a Lomokino de hoje) e, então, eles entregaram um desses protótipos ao Arnaud. Ou seja, ele fez um dos primeiros filmes com o que viria a ser a Lomokino!

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The incredible story of Dr Lomotnik foi filmado em outubro de 2011, inspirado nos filmes alemães expressionistas, uma vez que uma filmagem analógica é bem old school, segundo Martin. Sendo assim, foi uma grande produção, com direito até a uma diretora de fotografia e iluminação (Raphaëlle Gosse-Gardet).

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O curta foi lançado em Paris no quando a Lomography também lançou a Lomokino. Com a boa receptividade do público, o filme também foi apresentado no Toronto Urban Film Festival, no metrô de Toronto, no Canadá.

O filme fica ainda mais interessante  com a sua história, né?

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Videografia: Lomokino

Sabe aqueles filmes antigos, que a gente sabe que é antigo pelo granulado das imagens, aquele quase defeito riscado que aparece e desaparece toda hora? Isso tudo acontecia porque as filmagens eram analógicas!

Aproveitando o gancho de sexta, fiz uma compilação de vídeos feitos com o Lomokino. Mas antes disso, vou explicar um pouquinho sobre o que é e como funciona essa câmera.

A Lomokino é uma câmera de filmagens. Pode-se fotografar com ela, afinal, é uma câmera analógica – mas seu objetivo é filmar. Nela, são usados filmes de 35mm, assim como usamos em La Sardinas e Fisheyes.

Tá vendo essa manivela situada no lado direito da câmera? Ela é como se fosse o disparador das câmeras fotográficas. Ou seja: cada rodada da manivela conta um quadro. Isso significa que, para fazer um curta com um minuto, você vai precisar de alguns rolos – o que esfaqueia meu coração. Para fazer o filme abaixo, o diretor Dick Chua usou 10 rolos:

Se a gente for pensar direitinho, a revelação de um filme 135 com a digitalização incluída na loja da Lomography custa R$22 – então, um filme como “Please Don’t Go” custaria, ao todo, R$220 – fora a montagem e edição. Meio carinho, né? ):


Fora esse balde de água fria, existe um acessório muito legal pro Lomokino: O LomokinoScope, que é um projetor de filmes. Sabe aqueles filmes que eram projetados numa parede branca com as luzes apagadas? O LomokinoScope faz exatamente isso!

Saindo da explicação e entrando na apreciação: achei tão legal uma banda gravar seu clipe todo analógico! Não há nada digital nesse vídeo da banda Beach Party:


Agora, vou deixar vocês só assistirem essas filmagens analógicas <3

Espero que vocês gostem (:

Ah! O primeiro vídeo é brazuca

loamei: Arnaud Martin

Olá, povo!

Carnaval passou, as fantasias foram guardadas no fundo do armário.

Será?

No loamei de hoje, não.

Como vocês perceberam, o loamei está diferente hoje. É que eu me apaixonei pelo Lomokino (que é essa câmera aqui)…

Arnaud Martin é um cineasta parisiense de vinte e oito anos, casado com a protagonista de um de seus curtas, que, lomógrafo há algum tempo, resolveu experimentar o analógico também em seus filmes. Eu achei que deu muito certo, e vocês?

Além de fazer filmagens analógicas, Arnaud também tem várias lomografias em sua LomoWall. Quem quiser saber mais sobre ele, é só acessar seu site. Precisa falar francês ou ter Google Tradutor por perto. Pode procurar entender por contexto/bom senso também.

Como boa amante de stop-motion que sou, estou apaixonada pelo trabalho do nosso lomógrafo de hoje. E vocês, hein?

Artigos na Lomography

Já leram os últimos artigos que escrevi na Lomography?

Semana passada, foi publicada minha primeira tradução também!

Para quem se interessa por novidades do mundo analógico, as dicas da Lomography são bem eficazes.

Clicando nas fotos abaixo, você pode acessar cada um dos três últimos artigos e a tradução de um outro:

000007 000002Como montar seu próprio Splitzer       Primeiras Impressões: Filme Lomography Color Negative 400

loamei: Carnaval

Eu sei, eu sei… Sumi no carnaval e o loamo ficou quietinho. Carnaval é assim mesmo, gente. Só esqueci de avisar antes.

Para me redimir e curar a ressaca lomográfica (e etílica, não vou mentir), vou fazer um loamei diferente: na terça e sobre carnaval, com vários lomógrafos diferentes.

Ah, aproveitando a oportunidade: fotografei bastante coisa no carnaval que, provavelmente, vai virar post pro Primeiras Impressões. Apesar de ter me arrependido amargamente de não ter levado minha amada Diana F+ para o último bloco que fui (aqui no Rio, as fantasias são tão maravilhosas e engraçadas quanto os blocos), consegui capturar bastante coisa boa.

E sério: se você não sabe o que fazer no carnaval, venha para o Rio <3

Agora, chega de blablabla e vamos conferir nosso loamei de carnaval:

amrcio amrcio2 tarsilagf sirpepper rboechat amrcio4 amrcio3 natasha lia

Lomógrafos: amrcio, lia, natasha, sirpepper, tarsilagf, rboechat e isabel_mebarak

loamei: Pyetro Brum (thepyetro)

Saindo do Sudeste, resolvi descer um pouco o país para o loamei de hoje. As lomografias de hoje são, de longe, as mais poéticas que já vi no site da Lomography. Fico orgulhosa que sejam de um brasileiro. E o nosso brazuca de hoje vem de São Sapé, Rio Grande do Sul.

Pyetro Brum conheceu a fotografia analógica lendo a Rolling Stone de novembro de 2011. Apaixonou-se. Depois de assistir uma matéria na MTV sobre lomografia, resolvi produzir a sua própria.

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Depois de pesquisar bastante sobre câmeras, nosso lomógrafo resolveu comprar uma La Sardina em janeiro de 2012. Como todo novato no mundo analógico, estragou seu primeiro filme. Mas com o Pyetro, foi um pouquinho pior que isso: sua câmera também parou de funcionar.

Depois de comprar uma nova La Sardina, Pyetro resolveu mergulhar no analógico. Em suas lomografias, ele sempre procura é imaginar que as fotos podem ficar melhor cada vez que ele clica o disparador, se aventurando pelos efeitos vintage e redscales da vida.

Gostou do Pyetro? Visita o Lomowall dele. Certeza que não se arrependerá (;

(Para ler ouvindo:)