Primeiras Impressões: Olympus Trip 35 (e sua regulagem)

Olá!

No último feriado, a família aumentou: chegou uma Nikon Coolpix que dá para começar a brincar de aprender muito bem. Estava o mês inteiro emocionada com a chegada dela até que…

A Olympus Trip 35 apareceu na minha vida da maneira mais inesperada possível! Há duas semanas, fui à feirinha que acontece todo sábado na Praça XV, no Centro do Rio e foi lindo(quando eu conseguir revelar as fotos, posto aqui sobre essa experiência)! Depois de lomografar várias coisas interessantes, passar por uma barraquinha especializada em fotografia analógica – gente, tinham três, eu disse TRÊS Pentax, cada uma com uma lente mais maravilhosa que a outra – estava indo embora com algumas comprinhas, achando que tinha ganhado meu dia quando, na última barraquinha perto do ponto do ônibus, encontrei duas Olympus Trip por R$20!

R$20!!! <3

Foi muita emoção para mim. Minha amiga até me ajudou na compra de tanta emoção que eu senti. Não tinha como voltar para casa sem aquela câmera, gente. Sério.

Voltei para casa com ela, feliz, amando, e aí, resolvi dar uma olhada na internet para ver o que achava sobre o funcionamento da câmera, os testes que devem-se fazer para ver se a câmera realmente funciona e… pelo visto, senhores, só quando eu revelar o filme vou descobrir.

O primeiro teste que se faz na câmera é tampar a lente e clicar o disparador. Se uma lingueta vermelhinha não subir no visor, é porque o modo automático (falarei mais para frente) foi para o espaço. Isso foi exatamente o que a minha linda Trip não fez. Porém, como decoração da minha casa, há uma outra Olympus Trip 35 que meu marido trouxe diretamente da infância dele. Ele diz que não funciona, mas a tal da linguetinha sobe. Eis a minha idéia: testar um filme na que eu comprei e, se não funcionar, testar na câmera de decoração. Para saber a continuação, continue lendo o loamo.

Contada a história da câmera (acho que sempre vou fazer isso depois de uma nova aquisição), vou mostrar como a câmera funciona.

A regulagem da Olympus Trip 35 é bem legal, e não nada difícil de se entender – inclusive, acho mais completa que a da Diana F+. Na lente da câmera, vêm alguns apetrechos de regulagem.

Não sei de dá para ver nessa foto, mas ali entre os números (que ficam pertinho do corpo da câmera) e a parte de regulagem de foco, há uma pequena linha vermelha, do lado esquerdo. Essa linha que vai indicar a regulagem da câmera.

Bom, agora os específicos: a Trip permite regular tempo de abertura, ISO (que antigamente, era chamado de ASA) e distância de foco.

A regulagem de foco é bem parecida com a da Diana. Ali, onde está indicando a linha vermelha, é para close; a segunda para retrato de meio corpo; a terceira, retrato de corpo inteiro; e a última, paisagem. Não tem muito mistério nessa parte, né? Li que a melhor regulagem é para retrato, seja de meio corpo ou corpo inteiro, uma vez que o primeiro plano da imagem fica nítido e o fundo, desfocado. É bem o tipo de coisa que eu gosto, mas só vou descobrir quando (se) revelar o filme.

A regulagem de ISO é muito legal! Se funcionar mesmo, é muito legal você ter a opção de escolher seu próprio ISO fora o ISO do próprio filme. A regulagem de ISO varia de 25 a 400. Tudo bem que não chega até um ISO muito elevado, mas já é algo maravilhoso! Tem gente que gosta de combinar o mesmo ISO do filme com o da câmera, para obter uma fotometria perfeita – mas eu sugiro exatamente o oposto disso. O legal de poder escolher seu ISO é brincar com isso!



A regulagem de abertura é mais complicadinha. Mas vocês vão ver, esse complicadinho é super simples.

Nessa câmera, temos duas opções: o modo automático e o modo manual de abertura. O automático é aquele da linguetinha vermelha, que falei mais acima. Não dá pra ver direito na foto das regulagens, mas do lado esquerdo daqueles números que ficam mais perto do corpo da câmera, tem um A vermelhinho. Esse A é o modo automático, e, se ele estiver funcionando, ele vai te impedir de fotografar com a luz inadequada. Essa é a melhor parte dessa câmera, povo! Pena que a que eu comprei não tenha mais o modo automático funcionando ):

Para quem não tem o modo automático disponível (como eu) e/ou para quem não quer saber de câmera regulando a luz, tem o modo manual, que são todos esses números. Num primeiro momento, fiquei bem triste e pensei em testar o filme inteiro clicando cada foto num tempo diferente de abertura – o que não seria ruim, porque preciso mesmo ter mais experiência quanto a isso, que é superimportante. 

Aí, a luz chegou na minha vida: quando comprei o filme (um Fujicolor Superia X-Tra 400), a caixinha dele vinha com as indicações da foto acima. Tudo que eu precisava saber sobre a regulagem manual de abertura! Cada f/ indica um tempo de abertura, e todos estão na regulagem manual da Trip. Agora sim, posso usar minha belezinha por aí!

Obrigada, Fuji! <3

Ah! Uma coisa superimportante é o tipo de filme usado pela Olympus Trip 35: é o famoso 35mm. Meu bolso agradece (:
Aliás, esse 35 do nome da câmera deve ser pelo tipo de filme, né? A gente que é leigo tem que fazer essas deduções…

É isso, povo! Espero voltar logo, logo com a revelação desse filme para mostrar como as fotos ficaram! Enquanto isso, deixo vocês com a revelação da Larissa do blog Lomogracinha:


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4 opiniões sobre “Primeiras Impressões: Olympus Trip 35 (e sua regulagem)

  1. Seu post me ajudou pra caramba, sabia? Comprei uma descartável da Kodak pra me iniciar no mundo analógico fora dos padrões lomography. Não por ter algum problema, claro que não, mas por procurar um caminho mais de “achados”, de câmeras antigas e com histórias. É mais do que a fotografia em si, pra mim. Aí misturei com uma antiga analógica da minha avó (que deu pau pra rebobinar, tive de fazer manualmente, agora revelar pra saber se deu certo) e, bang, decidi partir pras queridinhas Lomo. Mas pensei: a trip é tãããããão legal! Por que não? E vim pesquisando. Quando busquei sobre foco manual, encontrei teu site e fiquei hiper feliz. Primeiro porque eu sabia da feirinha na Praça XV (sou do Rio também) e segundo porque tem esses detalhes que vão além de um review, que só usuário que nem você (ou eu) poderia fazer.

    Me chamo Enrique “Sem H” Coimbra, escrevo para o http://www.discipulosdepeterpan.com.br e vou dar mais uma olhada aqui no teu filhotinho. Obrigado por compartilhar sua experiência!

    • Oi, Enrique! Tudo bem?
      Poxa, fico muito feliz em saber que o blog te ajudou! O objetivo aqui é trocar experiências com os (re)novatos do mundo analógico. Em breve, farei resenhas de três novas câmeras e, pra você que gostou da Trip 35, vem um “Primeiras Impressões” especial.
      Fique ligado que, depois de um grande recesso aqui, várias novidades vão surgir! ;)

  2. Comprei minha primeira analógica pela internet e chegou hoje, uma linda Trip. Mas pra começo de conversa eu nem sei mexer na coitadinha, pesquisando em pela internet da vida achei teu blog que me deu uma luz, já tinha entrado no Lomogracinha e no próprio da Lomography, mas o seu foi o que mais me ajudou até agora ^^
    Agora é só eu tomar coragem e mandar ver nas primeiras fotos. Bjão

    • Oi, Kharynna!
      Que bom que o LLPL te ajudou! Fico feliz em saber. Assim que revelar, manda pra gente!
      O blog anda meio parado porque eu estou no processo de uma monografia, mas to sempre vendo meus emails!
      Seja bem vinda, lomoleiga!

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